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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Por supuesto

A percepção da passagem do tempo é uma coisa engraçada. Por meses, eu reclamo, e vocês sabem muito bem disso, que eu sinto falta das pessoas que estão no Brasil. Mas quando vi a Keila na Calle de La Cruz, no centro de Madrid, parecia que a tinha visto ontem (no aeroporto de Belém, me dando adeus).
Com um sorriso enorme no rosto, nos abraçamos muito felizes, pois apesar da loucura da percepção, de fato, eu sentia muita falta dela, assim como ainda sinto dos demais. Uma vez que a Keila embarcou no Beagle UK, eu me senti mais feliz para explorar um novo país.



Madrid, roubou meu coração. É no meu ponto de vista a mais linda capital que já visitei, toda a sua arquitetura e detalhes, e flores, e calor, foram convidativos a se apaixonar pela capital espanhola. Sim, e graças a essa viagem, pela Espanha, eu pude sentir calor de verdade e verão de verdade, até suei! Muito embora, a Keila estivesse morrendo de frio com 21 graus.

Andamos, passeamos, visitamos museus, e conversamos deitados na grama das praças. Comemos os deliciosos Kebabs e Pizza Turca, que eu tanto amo, e lamento não ter Pizza Turca em Oxford! Sim, comemos a famosa Paella, mas não achamos lá grande coisa. Os Tapas (famosos "lanches" espanhóis) vão num tapa, são caros e não dão nem pro buraco do dente!

Mas como tudo que é bom dura pouco, a Keila teve que voltar. E eu tinha mais chão (ou mais ar pela frente). Fiz um passeio rápido por Toledo, que fica apenas a 1h de Madrid. Ô cidade linda, pequena, mas linda. Parece um pedaço da história que ficou ali preservado, e em outra dimensão, do mesmo jeito que Ouro Preto, do mesmo jeito que Oxford. As fotos ficaram incríveis, eu não pude visitar tudo, pois o bom é fazer o passeio a pé, e os meus estavam me matando.
Depois disso, 1h de voo até Barcelona. E que outra cidade maravilhosa! O Rio que me perdoe, pois eu nunca estive lá, mas Barcelona merece ser maravilhosa também. Devo dizer que passei um pouco de fome lá, não por falta de grana, mas porque os europeus e geral comem pouco se comparados com o caboclo paraense, lá então! Só tinha frutos do mar, os quais eu sou proíbido de comer pelas minhas alergias. Bem que eu fiquei tentado, eram tão bonitos, mas ter uma reação alérgica e não ter ninguém pra olhar por mim, seria arriscado demais.
E o Mediterrâneo?! Que mar verde cor de esmeralda mais lindo, mais impressionante! Água geladinha, porém suportável, areia nem fina nem grossa, repleta de pequenas conchas, das quais eu trouxe duas amostras comigo. Cidade limpa e bem organizada.

Talvez o único ponto negativo das estadias em Madrid e Barcelona foram a fato de não poder dormir direito. Tivemos, Keila e eu, a sorte ou azar de nos hospedar nos centros das duas cidades. Logo, a agitação noturna era infernal. Em Madrid estávamos hospedados em frente a duas boates! Logo a baixo na rua haviam mais três! Os usuários da Canabis sattiva gosavam de fumar a erva embaixo da minha janela em Barcelona, os bêbados gritavam. Acho que acabei ficando noiado com a fumaça alheia e por conta disso caí no banheiro do hotel, kkkkkkkkkkkkkkkkk.

A Espanha superou todas as minhas expectativas, ruas limpas, sinalizadas, segurança em todos os lugares. Pessoas prestativas e sorridentes (mesmo que nem todas fossem tão pacientes, especialmente com um caboclo querendo ser inglês, no bom sentido, hehehe). O metrô de Madrid e Barcelona sempre cheio de artistas de rua, tocando um insrumento, cantando, dão de 10 a 0 em muitos "artistas" de barzinhos em Belém, acho que temos que importar o cover. Além de tudo, bem sinalizado, organizado, muito diferente do metrô e trens da Alemanha, que são confusos demais até pros próprios alemães!
Fiquei muito feliz com essa viagem, e não fiquei com a impressão que a Espanha é esse país desorganizado, como os primos ricos deixam escapar por aí. A Itália também não me deixou essa impressão. E pra ser bem sincero, gostei mais foi dos nossos amigos latinos, mais calorosos, mais receptivos, mais sorridentes, mais a cara do nosso Brasil.














Não posso me furtar em dizer que também achei os espanhóis muito parecidos conosco, na aparência e no vestuário. Parecia até que eu estava no Brasil, mas um Brasil mais limpo e organizado. A sensação de familiaridade era tanta que chegando lá eu começei a falar um espanhol que eu nunca aprendi. Quando não funcionava, eu mudava automaticamente pro Inglês, quando eles não entendiam, eu me pegava tentando falar em italiano, e por fim quando a Babel estava instalada, eu falava português!