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sábado, 24 de dezembro de 2011

Museu de História Natural de Londres (05.12.11)




24.12.11 – A expectativa era grande, pra um evolucionista, discípulo de Darwin, pensem vocês, era a primeira vez que visitava um museu dedicado à História Natural, ou seja, à Biologia, Paleontologia, Antropologia Evolucionária e Geologia!!!

O prédio impressiona pela sua beleza e opulência externas,gostaria de poder descrever qual o período da arquitetura que ele representa, mas não sou especialista, hehe. O seu vermelho se combina sóbria e interessantemente com o marrom, pelas curvas e colunas. Simplesmente belo.
Por dentro, o castelo, como prefiro chamar esses prédios antigos, não deixa a desejar, o salão principal recebe você com uma enorme representação de um dinossauro, de mais de 4 metros de altura e talvez 30 metros de comprimento, talvez um braquiossauro, se eu me lembro de alguma coisa. Ele divide e integra os diferentes salões temáticos (animais marinhos, primatas, dinossauros, mamíferos etc) ilustrados por diferentes cores. 

Cada salão é mais ou menos do tamanho de duas casas grande (padrões brasileiros), com reconstruções originais, replicas, textos, áudio e vídeos explicativos que vão desde a formação dentária de hipopótamos até o modo de vida e alimentação de dinossauros, e por fim o funcionamento do corpo humano da fecundação até aspectos relacionados à emoção, neurotransmissores e percepção, esta ultima tem alguns pequenos “experimentos” disponíveis pros visitantes, o que fez lembrar da Gestalt.

Apesar de todas essas maravilhas, eu sai triste...esperava ver mais sobre a evolução humana. Essa parte foi do tamanho do meu quarto 4X4 hahahaha. Havia muito detalhes e bem explicados, pra quem não é da área, mas pra quem é, nenhum novidade...aproveitei pra bater fotos das replicas, de alguns mapas, nada mais. O que u mais queria ver, não vi, um fóssil. Eu sei isso não tá lá, mas eu queria fiz bico pro museu. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011



20.12.11 – É meus amigos, falta pouco pro ano acabar. Acabou o Michaelmas aqui, e depois de amanhã começa o inverno. O Michaelmas é o primeiro dos três trimestres que existem na Universidade de Oxford. Ele começa sempre em Outubro, um pouco depois do inicio do Outono, e vai até meados de Dezembro, quando os alunos fazem as provas e trabalhos finais. No ICEA, os alunos de mestrado tiveram que entregar o esboço do seu projeto de dissertação. Depois do Michaelmas, em meados de Janeiro começa o Hilary e vai até 10 de Março, ai temos um intervalo pra inicio do ultimo trimestre o Trinity em 22 de Abril até 16 de Junho. Depois disso férias até o mês de Outubro! Maravilha não? 4 meses de férias, mais os intervalos! Pq não vim pra cá antes?! Hehehe. Aqui está tudo em clima de despedida pras festas, o Dunbar já tá de férias, a maior parte dos alunos também, o prédio está vazio...

Bem, tá vai começar o inverno. O piso fica coberto por uma fina camada de gelo toda vez que chove, e o risco de escorregar é grande. De antemão eu já comprei uma bota (superpesada) pro inverno que é mais aderente, mas há também um troçinho pra colocar na sola dos sapatos pra evitar as quedas. Outro dia o Kevin (namorado da Alice) caiu e se machucou, como ele é idoso isso pode ser perigoso. Agora ele já está usando o troçinho e andando seguramente pelas ruas. Até agora, só caiu neve há mais de uma semana e por apenas 10 min...anunciaram mais neve pros próximos dias, mas só tenho visto chuva, uó.

Não vejo a hora de ver tudo branquinho e brincar na neve como um verdadeiro menino cabloquinho que eu sou, hehehehe. Adeus Outono, até o ano que vem!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

1º mês

13.12.11 - Um mês atrás, eu estava morto, ou perto disso. Fazia pouco mais de 24h que tinha deixado a minha Mangueirosa pra trás, em busca de novas conquistas. Estava cansado, com fome, com frio, mas uma excitação sem igual. Há semanas não dormia direito, cheguei até tomar um calmantezinho pra relaxar, muitas vezes, não conseguia. Tudo isso porque o processo foi longo e cansativo, com altos e baixos, momentos de muito estresse, mas no final, o prêmio maior.

Eu acho que devo ter passado as duas primeiras semanas em choque, tudo era novidade, tudo era estímulo, tudo era tenso. Ter que procurar comida, escolher, comprar, sem conhecer as marcas, sem ter ideia se era caro ou barato, fazendo cálculos, andando por ruas desconhecidas, sem saber a direção, procurando casa, procurando um pouco de sossego. Falar era difícil, entender era pior ainda, ainda mais que meu treino foi pra entender um inglês americano, não um inglês britânico, com palavras diferentes pra coisas que eu já conhecia. Parecia que eles cantavam sempre fazendo um som no final das palavras e frases, é meio melódico, novo, me confundia.

Hoje, passados os primeiros 30 dias, falar e entender já não são mais problemas, não que eu entenda tudo, mas já não preciso ficar com os olhos arregalados e com o pescoço inclinado pra frente. Já assisti seminários, discussões teóricas, reuni com o meu co-orientador, meu chefe, o estudo está fluindo e cada dia eu tenho mais trabalho pra fazer. Ele não está me poupando, nem a minha chefe, a orientadora, hehehe, né Rê? Mas está bom, não estou reclamando, está tudo indo melhor do que eu esperava até. Hoje mudei de sala e estou mais perto dos meus colegas doutorandos, isso quem sabe me ajude a fazer amizade entre eles, quem sabe me convidam pra tomar uma cerveja novamente...

A casa que consegui é boa, o quarto é confortável e aconchegante, passo grande parte do tempo nele quando estou em casa. Minha relação com Alice e o Kevin (namorado dela) é muito boa, conversamos, brincamos, nos ajudamos e tudo vai fluindo.

Já tenho minha bike e consigo me virar pela cidade sobre duas rodas, descubro atalhos, ruas menos movimentadas, descubro novos lugares pra comer. E mesmo de busu estou me virando muito bem.
Também arrumei tempo pra relaxar um pouco, já conheci dois pubs muito bons aqui. Conhecia algumas pessoas, eles gostam de brasileiros, impressionante, até agora ser brasileiro tem me garantido boas conversas.

Incrível como ainda não senti falta da minha casa, que eu adoro, nem do meu quarto, o lugar mais perfeito do mundo, nem da minha cama tão gostosa. Ainda devo estar na fase da novidade, não sei. Mas é bom, estou levando a vida aqui, concentrado no aqui e agora. Só sinto falta, é claro, das pessoas, da família (parentes e amigos). Mas o facebook e o msn me ajudam bastante nisso.

Hoje, pra comemorar esses 30 dias, meu trabalho com o Dunbar avançou, nevou um pouquinho só pra me deixar na vontade de me meter na neve, e peguei minha primeira chuva. Era uma chuva fraquinha, mas o vento era cortante, pensei que fosse chegar como um pinto molhado em casa, mas deu tudo certo.

domingo, 11 de dezembro de 2011

London: primeiras impressões



05 e 09.12.11- Estive em Londres pela primeira vez, na segunda passada e voltei na sexta, e volto novamente amanhã. Passeio? Não, problemas com o Banco do Brasil, enfim...Londres é assustadoramente maior que Oxford, primeiro pelo trânsito caótico, levo metade do tempo da viagem só pra atravessar, pasmem 2 ruas, a Marylebone e a famosa Baker Street. Em ambos os dias perdi a manhã interia dentro do ônibus, não que a viagem seja muito longa, mas quando chega em Londres é de perder a paciência. Atenção meu povo de Belém e Ananindeua, só o engarrafamento da BR 316 se parece um pouco com isso. Em virtude disso não tive muito tempo pra aproveitar a capital, temos apenas 6 horas de sol, provavelmente, quando o inverno chegar daqui há duas semanas, teremos bem menos que isso. Por conta disso, quando cheguei ao Palacio de Buckingham, por volta das 16:30h já estav muito escuro e a foto da camera do celular não ficou boa.

Depois do trânsito, o que mais impressiona são os prédios gigantes e com arquitetura bem moderna. Aqui há também uma grande diversidade étnica, e as pessoas parecem pelo pouco que vi, conviver bem com isso. No entanto, uma coisa me chamou muito a atenção tanto em Londres quanto em Oxford. Mesmo com grande diversidade étnica e convivência cotidiana, há grande diferenças sociais aqui. É fácil encontrar ingleses nos postos de atendentes, garçons, caixas de supermercado, assim como negros e indianos nos postos de comando. Porém, maciçamente as pessoas de origem estrangeira ocupam cargos de serviço. O que remeteu ao post anterios, sobre a opinião da Alice, não que ela esteja certa ou errada, mas talvez as coisas sejam mais complicadas. Na estação de trêm Liverpool Street, uma das maiores de Londres e ao redos de grandes bancos e empresas nacionais e internacionais, a quantidade de pessoas de diferentes etnias não se compara nem ao Brasil, onde vemos por exemplo descendentes de brancos e negros em maior grau, e de indios em menor grau.

Os não caucasianos em sua maioria servem, enquanto os caucasianos são servidos. Isso me fez pensar em "exportação de pessoas pra servir". Essas pessoas provavelmente vieram de uma realidade muito difenrente, talvezm em busca de refugio, condições melhores de vida, emprego...E talvez tenham conseguido. Como cidaddãos britânciso têm direito a saúdes, educação, beneficios do governo, coisas que nunca teriam se estivessem ainda em seus paises de origem, não sei...Mas ainda assim, me fez pensar que mesmo tendo acesso ao básico, seriam eles cidadão de segunda classe? Fica ai uma pergunta pra ser estudada com mais detalhes.

Oxford: uma pequena cidade cosmopolita

11.12.11 - O nome da cidade de Oxford aparentemente deriva de Ox (boi) mais alguma coisa que ainda vou descobrir, hehe. Tem uma população de aproximadamente 165 mil habitantes, portanto é muito menor que Belém, por exemplo. Oxford fica a noroeste da capital Londres, cerca de uma hora e meia de ônibus. Por aqui também passa o Rio Tamisa, mas nessa região tem outro nome, rio Isis, por onde passo muitas vezes em direção ao ICEA.

Oxford é mundialmente conhecida por sediar a University of Oxford, considerada uma das 10 melhores universidades do mundo atualmente. Mas também existe aqui a Oxford Brookes University, com cursos, vamos dizer mais modernos. As duas universidades atraem estudantes do mundo inteiro, e não raro você andando pela rua é possível ouvir vários idiomas, como o chinês, japonês, linguas árabes que eu não sei definir, francês, espanhol e, como não podia ser diferente, o português brasileiro, com aquele sotaque e jeito de falar carcteristico da nossa terra. A diversidade étnica se revela a cada esquina, nas lojas, bancos, farmácias, restaurantes. Há sempre alguém com mapinha não mão, perguntando direções e falando uma lingua que não o inglês, ou o inglês com sotaque estrangeiro.

Mais diversidade ainda é encontrada no bairoo Cowley (o meu bairro), o qual parece ser um bairro de pessoas menos abastadas e de grande concetração de estrangeiros e estudantes de outras partes do país e do mundo. Aqui há muitos indianos, mulçumanos de uma maneira geral, paquistaneses e chineses, nesta ordem. Também há brasileiros aqui e ali, sexta passada tinha um casal no ônibus, fingi não entender o que eles falavam só pra poder ouvir alguma coisa em português. Segundo a proprietaria do quarto que eu aluguei, Alice, o governo britânico está permitindo a entrada de muitos estrangeiros pra terem residencia fixa aqui. Ela disse não ser contra a entrada de estrangeiros, mas acha que estão entrando demais, o que preocupa o emprego dos adultos jovens britânicos...

De qualquer modo, mesmo diante de toda essa diversidade, quando digo que sou brasileiro isso causa a surpresa das pessoas, elas logo pensam em "lugar quente", "praia", e claro, "futebol". Parece que a maioria dos alunos de fora devem vir pra estudar na Oxford Brookes University, porque quando digo que estudo na Universisity of Oxford, todos, eu disse todos, fazem uma cara de "você deve ser muito bom" ou então a cara que o meu mais recente amigo Moritz fez (alemão que mora em Belém atualmente), e ao final eles disse: respeito. Kkkkkkkkkkkkkkkkk. Em resumo a impressão que eu tenho é que todos esperam ouvir que eu vim pra estudar na Brookes e não na Oxford. A Oxford deve ser bem mais criteriosa ao aceitar alunos estrangeiros, o que eu senti na pele, sem falar no seu prestigio passado e atual.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Hogwarts Castle (Christ Church College and Cathedral)









03.12.11 - Tenho o prazer de anuncia que fui aceito numa das mais renomadas instituições de ensino do mundo mágico, Hogwarts School of Witchcraft and Wizardry. Subi as escadarias do castelo, depois fui passear no jardim e por fim jantar no Hall do Castelo. Hahaha, brincadeiras a parte, hoje conheci o Christ Church College, o college foi cenário para muitas cenas da sequência de filmes do Harry Potter, como o hall de jantar, as escadarias e o jardim e corredores, onde por muitas vezes "the chosen one", Ron e Mione planejaram muitas das suas aventuras (segue o link do college sobre as filmagendes de HP: http://www.chch.ox.ac.uk/visiting/harry-potter ). E não é dificil imaginar porque foi escolhido, historicamente o college tem uma ligação com o fantástico e entreterimento infanto-juvenil. Aqui também estudou o autor de Alice in Wonderland, Lewis Carroll. Aqui também estudou ninguém mais, ninguém menos que John Locke, um dos grandes filósofos da Idade Moderna, propagador do pensamento Empirista (última foto). Assim como todos os colleges de Oxoford, o CCCC foi fundado na Idade Média, este especificamente no inicio do séc. XII. O mesmo é cercado por um enorme jardim externo, enorme mesmo, que muitas pessoas usam como parque pra correr e passear. Claro que pela beleza do lugar do jardim externo, do castelo em si e dos jardins internos, acaba atraindo muitos turistas. É um lugar imperdível para se ver quando estiver em Oxford.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Montando numa bike

02.12.11 - É minha gente, o meio de locomoção mais barato que tem por essas bandas é mesmo a bicicleta. Como tudo é perto, facilita muito as coisas, ter uma e poder andar livremente do mal humor dos motoristas de ônibus, rs. Eu acho que todo mundo ou quase todo mundo tem uma bicicleta aqui, de tão comum que elas são, de todos os preços, tamanhos, formatos, cores, com ou sem acessários. E por falar em acessórios, aqui é obrigado ter luzes e refletores nas bicletas, as melhores amigas dos moradores de Oxford. Os refletores ficam nas rodas, enquanto que o as luzes ficam atrás, ao lado da roda traseira, e outra na frente do guidon. Também é possivel, pra não dizer que é necessário ter um capacete, com sua respectiva luzinha. Os mais cautelosos colocam outra luz nas mochilas, ai parecem uma árvore de natal, vemelhos e brancos pra todas as direções!

A intenção era comprar um bike de segunda mão, já que ficarei apenas um ano (começo a cogitar um plano pra ficar mais, hehe). No entanto, depois de andar muito na Cowley Road (já fiz uma apresentação dessa avenida pra vcs em outro post), fui bater no Cycle King, a principio me pareceu um lugar caro, mas fui entrando, já aprendi que não dá pra ficar só olhando e tentando entender, é melhro entrar e perguntar. As bicicletas de segunda estavam muito velhas e mal cuidadas, e caras! Já disse pra vcs que aqui tudo é caro. Então me frustrei, achando que as novas deveriam ser muito mais caras ainda. O próprio atendente me levou até uma sessão de bikes novas, só que baratinhas. Me apaixonei a primeira vista, pra quem me conhece um pouco mais, sabe que eu sou assim, bateu o olho, gostou, levou. Ela é essa poçante aí de cima, cinza, com detalhes pretos - combinação que eu adoro.

Com o preço em relativamente em conta, se comparada às de segunda, montei na poçante e tomei o rumo da rua...E agora? Eu não conhecia as regras de trânsito, nem as regras das bicicletas. Nem nada. Como eu sou índio, mas não otário, já tinha prestado atenção nos nativos e observado o comportamento sobre as duas rodas. Aqui, uma bicleta é um carro de duas rodas. É preciso parar no sinal, mesmque não haja pedestres para atravessar, tem que dar sinal pra mudar de faixa (seja a das bicicletas, seja a dos carros), estendendo a mão na horizontal na direção que vc quer ir e ter coragem meter a bike na faixa dos carros e pedir que deus te proteja! Hehehe, sacanegem, os motoristas das 4 rodas andam sempre devagar e respeitam os ciclistas que têm preferência sempre, acima deles só os pedestres. E pra todos os cantos da cidade há estacionamentos de bicicletas, com uns suportes de metal em forma de U investido pra estacionar a sua companheira.

Com o tempo eu fui me adaptando, errando aqui, acolá, acertando outras. Fazendo meu caminho pro Instituto...alías, leva uns 15 min de casa pro Instituto, haja pedalada, minha perna tá mais grossa e minha barriga tá desaparecendo! Estou recuperando os quilos perdidos nas primeiras semanas, mas sem ganho de barriga! Isso é fantástico, pq a minha genética não favoreceu um tanquinho, sabe? Ai fica dificil. É verdade, e eu tenho que assumir que chego morrendo depois desse percurso, afinal lá se vão 3 meses sem academia, vivendo no ócio, e algumas vezes correndo no museu Emílio Goeld antes de vir pra cá. Mas eu tô sobrevivendo a isso. Até os professores têm bikes, acho que é por isso que todo mundo é magrinho aqui, come muita salada, anda, pedala, enfim, as pessoas me parecem muito saudáveis aqui.

E tem uma coisa que esqueci de mencionar sobre os acessórios. Não menos importante que as luzes e os refletores, são os cadeados! Não é bom sair do supermercado, cheio de sacolas e não encontrar a sua bike lhe esperando toda graciosa.

Projeto barriga de tanquinho, retomado!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pounds and Pence

01.12.11 - Agora vamos falar de dinheiro. A moeda oficial no Reino Unido é a libra esterlina, que eles chamam de "pounds", enquanto que os centavos são chamados de "pence". A libra é mais valorizada que o Real, que o Euro e que o Dólar. Uma libra são 2,82 reais; ou 1,16 euros ou 1,56 dólares. Segundo informantes locais, mesmo não tendo aderido ao Euro, os ingleses têm que pagar para um fundo europeu, uma espéice de banco, a manutenção do Euro. Eles ficam fulos da vida com isso, uma vez que não usam a moeda europeia, sem falar na crise envolvendo o euro.

Em Oxford tudo é muito caro, comida, aluguel, carros, no entanto é possivel encontrar coisas baratas como roupas e comida (se você procurar bem no supermercado). Aqui tem uma loja a PRIMAX que deve ter em outros países europeus também. Ela é super barata, foi lá que fi minhas primeiras compras pra me aquecer do frio. Comprei bastante coisa e não foi caro, claro, que dei uma boa olhada nos preços mais em conta primeiro.

Como deu pra perceber pela foto, as moedas aqui têm diversos tamanhos e formatos. Tem moedas de um "centavo", dois, cinco, dez, vinte, cinquenta, uma libra e duas libras. No entanto, é muito confuso se orientar e decorar os valores, pq os mesmos não intuitivos pelo tamanho da moeda. Exemplo: a menor moeda é ade 5 centavos, depois vem a de 1 centavo, depois vem a de 20 centavos, depois vem a 10 centavos, depois a 2 centavos, ai pula pra moeda de 1 libra, depois volta pra moeda de 50 centavos, e por fim a moeda de 2 libras...Já viram como eu me embananei todinho com essa "lógica" né?

Fora que elas são muito sem graça, pois todas tem a foto da rainha na época que ela era jovem (ou seja a long time ago) e um outro desenho da real. As notas de 5, 10, 20 e 50 libras (ainda não vi se tem notas maiores) também não são lá essas coca-cola, de um lado aparece sempre  "Beth", do outro algum homem "importante", que não sei que é. A exceção é a nota abaixo, do grande Charles Darwin numa nota de 10 libras =D

One beer...

30.11.11 - Depois de uma dia puxado, com seminários, Journal Club (JC - uma espécie de seminário, porém mais discutida sobre algum artigo importante da área), ter trabalhado um pouquinho, decidi ir pra casa. Já era noite em Oxford, no entanto eram apenas 17:30h, o frio do inicio da noite sempre é pior que mais tarde, ainda não entendi porque. Ter que pedalar (yes, já comprei a minha bike, amanhã terá um post sobre ela) com esse vento que tem feito todos os dias, faz até a alma tremer.

Bem a tempo, surgiram a Ellie e outra moça que não sei o nome, ambas do doutorado, e me convidaram para ir "tomar uma cerveja no pub". Ora, em três semanas que estou aqui, ainda não tinham me chamado pra nada, eu aceitei. Quis perguntar se iriam somente nós três, mas achei bom manter a discrição e não perguntar. A garota sem nome já tinha sido muito cordial comigo na hora do almoço, fazendo questão que eu sentasse junto ao grupo (leia-se junto dela), além de sorrisinhos muito generosos pra minha pessoa quando nos encontrávamos nos corredores... O pub era na rua em frente a 64, Banbury (endereço do Instituto de Antropologia Cogtiva e Evolunária -tb haverá um post sobre ele). Lá já estavam alguns professore, não foi desse vez que tomeu cerveja com o Dunbar, ele não estava presente, mas outros estavam, além de um aluno de pós-doc e outro do doutorado.

Havia pedido uma Heineken, pois era a única que eu conhecia, mas só tinham cervejas inglesas. Opa, minha primeira cerveja inglesa, Fost alguma coisa, não me lembro hehehe. Boa, barata, numa taça grande...Delicia. Batemos um papo que foi a continuação da discussão do JC, um dos professores na mesa abomina a noção de aprendizagem operante..

Enfim, as cervejas começaram a acabar, as pessoas foram se levantando, até então não achei estranho, eram professores e possivelmente estavam indo pra casa cuidar das suas familias. Até que a Ellie foi embora também, o Rafael acabou a cerveja dele, e moça sem nome também. Minha cerveja tava quase no fim. E eles me perguntaram se eu ia ficar...Eu fiquei atônito, kkkkkkkkkk. O convite era só pra uma cerveja mesmo. Decepção total. Como diria a Vivi ou Preto (vulgo Flávio), não me chamem pra tomar uma cerveja, me chame pra tomar uma caixa. Porém, foi bom, gostei do convite, os alunos do doutorado foram bem mais simpáticos que os alunos do mestrado. E essa foi a minha primeira saída com o pessoal do Instituto pra tomar apenas "one beer"