02.12.11 - É minha gente, o meio de locomoção mais barato que tem por essas bandas é mesmo a bicicleta. Como tudo é perto, facilita muito as coisas, ter uma e poder andar livremente do mal humor dos motoristas de ônibus, rs. Eu acho que todo mundo ou quase todo mundo tem uma bicicleta aqui, de tão comum que elas são, de todos os preços, tamanhos, formatos, cores, com ou sem acessários. E por falar em acessórios, aqui é obrigado ter luzes e refletores nas bicletas, as melhores amigas dos moradores de Oxford. Os refletores ficam nas rodas, enquanto que o as luzes ficam atrás, ao lado da roda traseira, e outra na frente do guidon. Também é possivel, pra não dizer que é necessário ter um capacete, com sua respectiva luzinha. Os mais cautelosos colocam outra luz nas mochilas, ai parecem uma árvore de natal, vemelhos e brancos pra todas as direções!
A intenção era comprar um bike de segunda mão, já que ficarei apenas um ano (começo a cogitar um plano pra ficar mais, hehe). No entanto, depois de andar muito na Cowley Road (já fiz uma apresentação dessa avenida pra vcs em outro post), fui bater no Cycle King, a principio me pareceu um lugar caro, mas fui entrando, já aprendi que não dá pra ficar só olhando e tentando entender, é melhro entrar e perguntar. As bicicletas de segunda estavam muito velhas e mal cuidadas, e caras! Já disse pra vcs que aqui tudo é caro. Então me frustrei, achando que as novas deveriam ser muito mais caras ainda. O próprio atendente me levou até uma sessão de bikes novas, só que baratinhas. Me apaixonei a primeira vista, pra quem me conhece um pouco mais, sabe que eu sou assim, bateu o olho, gostou, levou. Ela é essa poçante aí de cima, cinza, com detalhes pretos - combinação que eu adoro.
Com o preço em relativamente em conta, se comparada às de segunda, montei na poçante e tomei o rumo da rua...E agora? Eu não conhecia as regras de trânsito, nem as regras das bicicletas. Nem nada. Como eu sou índio, mas não otário, já tinha prestado atenção nos nativos e observado o comportamento sobre as duas rodas. Aqui, uma bicleta é um carro de duas rodas. É preciso parar no sinal, mesmque não haja pedestres para atravessar, tem que dar sinal pra mudar de faixa (seja a das bicicletas, seja a dos carros), estendendo a mão na horizontal na direção que vc quer ir e ter coragem meter a bike na faixa dos carros e pedir que deus te proteja! Hehehe, sacanegem, os motoristas das 4 rodas andam sempre devagar e respeitam os ciclistas que têm preferência sempre, acima deles só os pedestres. E pra todos os cantos da cidade há estacionamentos de bicicletas, com uns suportes de metal em forma de U investido pra estacionar a sua companheira.
Com o tempo eu fui me adaptando, errando aqui, acolá, acertando outras. Fazendo meu caminho pro Instituto...alías, leva uns 15 min de casa pro Instituto, haja pedalada, minha perna tá mais grossa e minha barriga tá desaparecendo! Estou recuperando os quilos perdidos nas primeiras semanas, mas sem ganho de barriga! Isso é fantástico, pq a minha genética não favoreceu um tanquinho, sabe? Ai fica dificil. É verdade, e eu tenho que assumir que chego morrendo depois desse percurso, afinal lá se vão 3 meses sem academia, vivendo no ócio, e algumas vezes correndo no museu Emílio Goeld antes de vir pra cá. Mas eu tô sobrevivendo a isso. Até os professores têm bikes, acho que é por isso que todo mundo é magrinho aqui, come muita salada, anda, pedala, enfim, as pessoas me parecem muito saudáveis aqui.
E tem uma coisa que esqueci de mencionar sobre os acessórios. Não menos importante que as luzes e os refletores, são os cadeados! Não é bom sair do supermercado, cheio de sacolas e não encontrar a sua bike lhe esperando toda graciosa.
Projeto barriga de tanquinho, retomado!

MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARA!!!!!!!!!!
ResponderExcluirMuito bom, coração.
Bjos
Junia.