19.04.12 - Como é bom dormir numa cama
confortável. E como é bom um banho quente, se barbear e tomar o rumo da rua,
tendo o dia todo pela frente. A quinta-feira começou nublada na capital
italiana, as promessas da previsão de tempo eram de chuva para o dia todo. Caminhei
cerca de 20 min pelo centro romano em direção à Plazza Veneza, um belíssimo
prédio, que abriga um museu do Risorgimento.
Depois de uma rápida exploração
pelo museu, cuja coleção abriga essencialmente a formação do estado italiano (e
que por sinal esclareceu uma dúvida antiga – sobre o porque da união Italiana
com a Prússia contra os Aliados na I Guerra Mundial), fui à basílica ao lado,
Arc de Manic. As igrejas italianas lembram mais as igrejas do Brasil,
especialmente as de Belém, como a basílica de Nazaré e a Catedral da Sé.
Riqueza e luxo foram os tijolos fundamentais destas igrejas.
Próxima parada Museu do
Capitoglio, onde pude ver a exposição “Lux
in Arcana”. Pra quem espera segredos revelados pela “Santa Sé”, não se
empolgue muito. Os tais segredos são documentos antigos, que apenas estiveram
guardados por muito tempo. Apesar disso, são muito interessantes, entre eles
podemos ver a “Bula Inter Cetera” (onde o Papa da [época reconheceu a
existência do continente americano e sua divisão entre Portugal e espanha) e o
Tratado de Tordesilhas.
Cartas de Ana Bolena, Mary
Stuart, excomunhão de Lutero, acusação de Galileu, condenação Giordano Bruno
entre outros.
Nesta altura já tinha ido ao
Teatro Marcelo, Pantheon e Plazza Novona. Mas as dores nas panturrilha, coxa,
pés, calos, costas foram pedras a mais no meu caminho pelas estreitas ruas do
centro histórico romano. Mas, como o cansaço é pra os fracos só terminei minha
peregrinação às 19h, quando finalmente veio a chuva. E que chuva!
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