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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A grande rival: Cambridge – 07-10/01/2012



11.01.12 – Também conhecida entre os Oxfordians como “the other place”, pejorativamente é claro, Cambridge é, foi, e quiçá sempre será a grande rival de Oxford. Rivais na história, na lealdade à coroa britânica, na ciência e tecnologia, nas artes, e na influência intelectual sobre o Reino Unido, inclusive a Europa. A sede administrativa do condado de Cambridgeshire parece mais moderna que o de Oxford, tanto nos lojas, como em algumas casas, sua infraestrutura parece muito mais uma cidade, como estamos acostumados. Seu centro comercial é muito maior que o de Oxford, não sei pelo fato de Oxford ser maior e haver subcentros espalhados. E foi exatamente por isso que não me encantei pela cidade em si. Esperava ver mais prédios antigos, mais castelos, mas a cara da Idade Média, do que do século XXI. 


Vi menos ônibus, o que sugere que a cidade deve ser menor mesmo. No entanto as lojas parecem mais chiques e convidativas ao consumo, com cara de grande centro urbano, inclusive com uma loja exclusiva da Apple, cuja frente evitei passar, para não cair em tentação. Dei uma passeada por lá e fui pego por uma vendedora que fez a minha cabeça, eu também não quis resistir, comprei, hehehe.
Pra ser bem sincero, achei que a maioria dos museus deixaram a desejar em relação aos de Oxford, e quando digo deixaram a desejar, quero dizer deixaram mesmo. Menores, com pouquíssimas peças, bem menos convidaditos, com pouquíssimas peças raras. A maior decepção foi o museu de história da Ciência, a única peça importante que eles tem é um microscópio eletrônico, o primeiro, que foi criado por um aluno da universidade, de resto...

O Sedgwick Museum of Earth Scinces foi uma exceção nem tanto pela qualidade, mas pela quantidade de material, mais de 1,5 milhão de peças. No entanto, parece mais um depósito que um museu, pois oferece poucas explicações sobre as mesmas, ao passo que apresenta peças da mesma espécie de vários tamanhos, achados por diversos pesquisadores, em diversas escavações.

Porém, a exceção, e grande exceção foi o Fitzwilliam Museum. Além da sua fachada em estilo renascentista (pelo menos eu acho que é, rs), que é belíssima, tem um conjunto de obras desde a pinturas, esculturas, vasos de porcelana etc. As obras são de todas as partes do mundo, egípcias, italianas, francesas, espanholas, japonesas, chinesas etc. Datam desde a antiguidade é claro até a modernidade, em todos os estilos, com pinturas com óleo sobre a madeira que eu adoro. Maravilhosas pinturas italianas da Idade Média e inicio do Renascimento decoram um longo corredor. As louças de porcelana de diversas nacionalidades decoram nada mais nada menos que três grandes salões, minha teria ficado doida e louca pra levar alguma pra sua casa.

Contrabalanceando o desanimo dos museus. Os colleges de Cambridge são muito mais bonitos que os de Oxford. São maiores, mais bonitos e muito mais opulentos. Com destaques para King’s College, Queen’s College, Corpus Christ College e St John’s College, praticamente um ao lado do outro, foram um cenário de cinema me frente ao nossos olhos. O King’s college tem a maior capela (aliás nem posso chamar aquilo de capela, e sim de catedral), é belíssimo em cada pedra levantada e nos anos que levou para ser construído. É o mais importante college da Universidade. Um paraíso aos olhos é o St John’s College, ele impressiona também pela capela-catedral, pela riqueza de detalhes nas suas paredes e pela quantidade de anexos que tem, eu consegui contar mais de 10. Sem contar sua ponte particular sobre o rio e seu jardim maior que um estádio de futebol! Infelizmente, minha bateria tinha acabado e não pude bater uma foto. Motivo mais que suficiente para voltar numa próxima vez ;D.

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