02.01.2012 - Na primeira postagem do ano, vou pedir licença pra ser convencido e metido, hehehe. Cansado de passar na frente deste belíssimo castelo todos os dias à caminho do ICEA, resolvi visitá-lo. O Pitt Rivers Museum - Museum of Natural History of Oxford, de cara já é mais charmoso que o seu colega de Londres. Olha que o de Londres é belíssimo, mas o que há dentro não impressiona tanto quanto o de Oxford. O Pitt (para os íntimos), é bem menor e não tem o mesmo “glamour”, mas ele ganha no conteúdo com certeza. Aqui pude ver o que realmente senti falta e gostaria de ver num museu de história natural, fósseis! E não são poucos, são fósseis de dinossauros, hominineos (ancestrais humanos), elefantes, aves, répteis, anfíbios, peixes...É um paraíso pra um evolucionista. Como diria meu professor de redação do convenio, “um gozo intelectual”. As poucas réplicas, praticamente nem chamam atenção, pelo menos não chamaram a minha, que esteve focada unicamente nos fósseis do cambriano!
Bem, vou tentar conter a emoção. O Pitt perde um pouco com a baixa iluminação do salão. Mas me mantive focado e com o celular ligado (minha câmera atualmente). Encontrei também uma sessão de plantas fósseis, cristais, e diga-se de passagem a sessão de minerologia e geologia não deixou a desejar, detalhes, diversidade e cores, muitas cores. Cristais formados na água, fogo, terra e ar coloriram o salão e encheram os olhos dos visitantes que não se privavam de tocar o que podiam. Ninguém escapava ileso ao “touchable”.
E por falar em touchable, o que dizer dos fósseis disponíveis para o toque, ovos de dinossauros, peixe brasileiro, corais, meteoritos, granitos, quartzos. Com idades que variavam de alguns milhares de anos até as casas dos bilhões. É simplesmente impressionante poder tocar num objeto tão antigo de 2 bilhões de anos, ou 4 bilhões de anos, uma das rochas mais antigas do planeta. E o que dizer do meteorito de mais de 4 bilhões de anos???
Eu simplesmente não conseguia parar de fotografar e enriquecer meu material pra aulas. Quando pude ver os fosseis de trilobitas, 500 milhões de anos, parei e respirei fundo. Um dos maiores exemplos da evolução da vida na Terra...E os meus primeiros crânios humanos? Os inúmeros machados de mão que rasparam tutanos e cortaram carnes milhares de anos atrás. As primeiras ferramentas “humanas” (peço licença pra chamá-las de humanas, pois o cuidado e a mente deste primata, não podem ser subjugados por menos que isso). As Vênus, as agulhas que construíram os primeiros casacos europeus. Olhei pro meu próprio casaco e disse a ele, deva a sua existência a esta agulha.




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